O número 42 da carris lisboeta é um pequeno ninho de doenças contagiosas. Confesso que sinto um certo alívio quando verifico diariamente, aquando dos preparos matinais, que a epiderme se mantém intacta, sem nenhuma alteração de maior. Hoje, enquanto esperava na paragem e experimentava um bafo de calor ampliado por tubos de escape, uma senhora sentou-se no banco e explicou-me que em Beja e em Évora (sic) ocorria um incêndio de grandes proporções, e que o céu assim abafado tinha como origem o incêndio. Disse-me que as pessoas perdem tudo, arde tudo e que o vento empurra para Lisboa o céu pesado e o calor. Ela disse-me mais ou menos isto, e depois perguntou-me as horas, e depois o autocarro chegou. À noite vi o noticiário da TVI e não transmitiu nenhuma reportagem sobre incêndios no Alentejo.
3 Comments:
Também tenho de andar nesse todos os dias. Geralmente está cheio e tenho de me agarrar a qualquer coisa gordurosa (blherq...) para não cair nas curvas. A primeira coisa que faço quando chego ao trabalho de manhã é ir a correr lavar as mãos. Há quem ache que tenho uma paranóia qualquer. Vê-se logo que não andam no 42...
(fico contente de te ler aqui :))
Oh, e agora com este tempo pegajoso é um deleite andar lá. Ainda ontem, enquanto balouçava por todos os lados pendurada, pensava que melhor exercício de musculação não havia. Tu apanhas o percurso da Praça do Chile, não é? E eu apanho pela Maria Pia em direcção a Alcântara, tudo zonas de categoria, a minha e a tua ;)
Do melhorzinho, sim! :)
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