7.4.09

Um local agradável

Tenho vindo a aperceber-me da última moda das editoras inglesas: livros que nos ensinam a melhorar a forma como abordamos o trabalho. No sítio (gosto de escrever sítio porque me lembro do Picapau Amarelo) da Penguin encontramos este, que nos explica quais são as alegrias e tristezas do trabalho e como tirar partido de umas, afastando as outras. Em qualquer situação, há sempre alguém que nos tenta vender a banha da cobra em tempos de crise. E nós aceitamos, deixamos o vento cegar-nos com a areia, e enchemos as tabelas de vendas com livros que nos ensinam a esticar o ordenado sem, no entanto, apresentarem uma solução original, ou verdadeiramente eficaz.
Pois, vamos então ficar quietos, manter a situação estável das nossas carreiras, e já que não ganhamos mais por isso - a crise, pois claro -, vamos tirar partido do espaço que temos à nossa volta. Para isto, alguém se lembrou de criar este sítio, influenciado pelo livro do Alain de Botton.
A verdade é que já pensei em comprar uma plantinha para colocar junto ao monitor, com o intuito de me alegrar os olhos cada vez que precisem de se acender, assim como quando olhamos uma imensidão de verde-natureza. Depois, deixo uma fotografia do meu local de trabalho, com plantinha e pladur incluídos e, ao lado, a citação do director da Penguin, que diz algo como: «se querem conduzir um Aston Martin, esqueçam o negócio dos livros». Mas, isto é como diz outro, nada será exactamente assim.

3 Comments:

Blogger Pedro said...

É esta a explicação das novas músicas do Bill Callahan serem o outro lado do (Oh) Ohio?

12:50 AM  
Blogger Rita said...

Sim, este post é uma espécie de palimpsesto.

9:45 AM  
Blogger Albemarle Station said...

O trabalho, aquele intervalo entre os momentos de felicidade!

11:08 AM  

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