Revolutionary road

Gostei muito deste filme por variadas razões. Sobretudo por razões das quais percebo pouco, como a interpretação dos actores ou a câmara «teatral». Mas, o principal motivo que me leva a gostar dele, é falar exactamente daquilo que tantos outros falaram: a natureza humana. Mais do mesmo, portanto, e sempre actual. Aqui, trata-se da forma como se acredita e desacredita com a mesma rapidez, toda essa ideia está bem equilibrada no filme - focos de luzes que depois se apagam. Depois, o contraste entre os satisfeitos e os insatisfeitos - os insatisfeitos que culpam um certo desvio superior que os torna diferentes, especiais, e os leva a ambicionar mais. A única diferença é que os primeiros adaptam-se, e os outros não. Os mais corajosos talvez sejam os que ficam: amam em silêncio, ouvem em silêncio, porque aceitam. Ou porque não procuram a compreensão.
4 Comments:
Ah bom.
7:50-já a pé?
And kicking.
Focos de luz que se apagam e acendem, sim, mas focos de luz tão quentes que os derretem em vez de os iluminarem. O calor da consequência dos filhos e da carreira nos focos de luz do amor e do trabalho. É assim que eu, uma pessoa tão enviesada quanto é possível, interpreto.
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