Não sou picuinhas com os preços, excepto no que diz respeito à cultura. Se vou ao supermercado, não me importo de pagar quase dois euros (ou mais) por bolachas de cereais, com pequenos bocados de fruta e outras variações do género. Também não me importo de comprar um gel de duche que custa quase cinco euros, só porque gosto do cheiro. Mas, no que diz respeito ao consumo cultural, ouço-me barafustar com o preço do cinema, com os preços dos concertos, com o preço dos livros, com o preço da nova revista Ler. Cinco euros? Com cinco euros fui o outro dia ver a peça do José Maria Vieira Mendes. Uma pechincha, esta. E das boas.
Os únicos saldos da cultura praticam-se anualmente. Na Feira do Livro, ou em festivais de cinema, como IndieLisboa que está a decorrer. São poucas ofertas a preços moderados. A verdade é que a cultura se torna um bem tão essencial como o bife do lombo do Pingo Doce, ou as massas 4Salti que originam uma refeição em dois minutos. Por isso, arranjam-se sempre uns trocados para fingirmos que estamos vivos. Era isso ou ir passear à praia ao Domingo.
Os únicos saldos da cultura praticam-se anualmente. Na Feira do Livro, ou em festivais de cinema, como IndieLisboa que está a decorrer. São poucas ofertas a preços moderados. A verdade é que a cultura se torna um bem tão essencial como o bife do lombo do Pingo Doce, ou as massas 4Salti que originam uma refeição em dois minutos. Por isso, arranjam-se sempre uns trocados para fingirmos que estamos vivos. Era isso ou ir passear à praia ao Domingo.
2 Comments:
também acho um absurdo o preço a pagar pela cultura.eu cá sou um pouco descarada,e agora que tenho a fnac por perto,passo lá uma tarde inteira por semana.eu é ler,é ouvir música...quanto aos concertos,não perco os que quero mesmo ver.o próximo,Leornard Cohnen..
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há outro tipo de "saldos": vendas de alfarrabistas, por exemplo. Como a da Rua Anchieta aos Sábados.
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