Devendra Banhart

Smokey Rolls Down Thunder Canyon
O Devendra não é um gajo atormentado, nem me parece que o tenha sido nos primeiros álbuns. Ou melhor, não pede autorização ao ego para escrever canções, e não pede porque não precisa, basta-lhe a cabeça. Apesar de versos como I'll gonna die of loneliness, for sure, o último disco é tão vivo, tão alegre que nos faz pensar ser um desperdício de tempo ouvir cantores cujo espírito é tão ou mais confuso que o nosso (mas não é). O único trejeito hippie que vejo no Devendra é este despudor para com a alegria de viver. Tá-se bem e deseja-se ser um pequeno cavalo marinho. Não é preciso mais nada.
1 Comments:
ahahah, adorei este texto. tu és a única pessoa na blogosfera (o Pedro não conta, normalmente fala do que eu já conheço, ainda que tenha sido ele a mostrar-mo) cujos comentários musicais têm em mim este efeito-bicho-carpinteiro-desregrado.apetece-me ir logo ouvir para comprovar. eu que ando sem paciência para o devendra, apesar de gostar muito dele. de resto, concordo com o que escreveste.
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