Sexy Youth

Achei surpreendentes os movimentos da Kim Gordon no palco. Quando o seu rosto surgia nos ecrãs laterais eram visíveis as rugas, demasiadamente vincadas. Uma pele que sucumbe à firmeza de um corpo que se sacode e agita, como se a juventude estivesse ali, graciosamente oleada no mecanismo de entrada e saída da música, no corpo.
Sempre tive curiosidade em saber como vou envelhecer, que tipo de corpo terei, se me manterei ágil, se o meu cérebro pensará da mesma forma. Ver a Kim Gordon em palco fez-me pensar que é possível deixarmo-nos comover com o próprio avanço da idade, pegar no nosso corpo adiantado e entregá-lo simplesmente às emoções.
De resto, todo o concerto foi emocional e emocionante. Emocionante estarmos perante a entrega profissional, genuína e prazenteira de um super-grupo. Não sei bem o que se designa por rock, mas tenho a certeza que assisti à definição mais pura deste conceito.
4 Comments:
miúda, estás tramada comigo. aquilo é mensagem que se apresente? era suposto eu perceber que também estavas lá? esta fica registada a traço vermelho bem carregado e implica mais obrigações da tua parte. de vir cá, por exemplo. breve, breve. traste...
apoiado. é a segunda vez que escapas.
you go in da black book, mothafucka.
bah pr�s dois :)
ela é a wild eyed child of the sun de que billy corgan fala em "to forgive".
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